A dor é uma experiência com um alto grau de subjectividade, dependente de aspectos fisiológico do indivíduo que a sofre assim dos seus aspectos emocionais e história pessoal. É por vezes difícil caracterizar o que despoleta a experiência da dor; se é certo que a exposição da pele a queimaduras produz dor, já o grau dessa dor e a forma como cada pessoa a suporta tem um alto grau de variabilidade.

Pra tentar objectivar a experiência da dor, e porque permitem encontrar uma referência comum entre o paciente e o médico, aspecto da maior importância no acompanhamento de pacientes, existem diversas "escalas de dor".

São de três tipos: verbais, utilizando palavras para descrever o nível de dor; numéricas, utilizando apenas uma escala numérica; e Visual-analógicas, em que com desenhos se tenta levar o paciente a escolher o que melhor descreve o seu nível de dor. É especialmente utilizado com crianças ou com pessoas com impossibilidade de comunicar verbalmente. como exemplo da última temos a Escala Wong-Baker de avaliação da dor por caras.

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Andrea Mankoski, uma paciente que sofria de endometriose criou uma escala de dor para ajudar a descrever a experiência da dor aos médicos e familiares.

Tabela de dor de Mankoski.

0 - Ausência de dor
1 - Desconforto muito ligeiro - pequenas picadas ocasionais. A medicação é desnecessária.
2 - Desconforto ligeiro - picadas fortes ocasionais. A medicação é desnecessária.
3 - Desconforto suficiente para afectar a atenção. Analgésicos ligeiros resolvem o problema (Aspirina, Ibuprofeno).
4 - Pode ser ignorado se se estiver muito concentrado em algo, mas ainda assim  suficiente para afectar a atenção. Analgésicos ligeiros afastam a dor por 3-4 horas.
5 - Não se consegue ignorar mais que 30 minutos. Analgésicos ligeiros diminuem a dor por 3-4 horas.
6 - Não se consegue ignorar por tempo nenhum, mas consegue-se ainda ir trabalhar ou participar em actividades sociais. Analgésicos potentes (Codeína, narcóticos) reduzem a dor por 3-4 horas.
7 - Torna difícil a concentração, interfere com o sono. Com esforço, pode-se ainda ter alguma actividade. Analgésicos potentes são apenas parcialmente eficazes.
8 - A actividade física é grandemente afectada. Com esforço, consegue-se ler e conversar. Surgem as náuseas e as tonturas no processo da dor.
9 - Impossibilidade de falar. Choro ou gemido incontrolado - próximo do delírio.
10 - Inconsciência. A dor provoca o desmaio.

 

Projecto Dor

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