Os mais recentes desenvolvimentos no tratamento da dor são sobretudo focados nas metodologias de tratamento, mais do que em novos medicamentos ou procedimentos. Há alguma inovação em medicamentos mas sobretudo nas formas de administração, como a utilização de bombas colocadas no corpo do paciente, à semelhança de um pacemaker, que injectam os medicamentos directamente na medula, ou em zonas específicas, ou ainda a utilização de adesivos na pele, que vão libertando as substâncias aos poucos.

Há uma alteração substancial na forma como se encara cada paciente, partindo-se do princípio de que não há soluções que sirvam para toda a gente e que há que estudar cada caso procurando o medicamento ou a combinação de medicamentos que melhor se adeqúe a cada pessoa.

A intervenção da psicologia ou da psiquiatria passou a ser bem-vinda, assim como as técnicas de relaxamento e algumas terapias alternativas, à medida que se compreende melhor a interacção mente-corpo no processo da dor.

Para além dos medicamentos específicos para a dor sabe-se hoje que outras classes de medicamentos têm um importante papel a desempenhar, sobretudo no tratamento da dor crónica. É o caso dos anti-convulsivos e dos anti-depressivos, cujo uso conjunto com analgésicos melhora e potencia os efeitos desejados.

Continua-se a utilizar os narcóticos mais potentes no casos mais graves de dor, mas vai-se sabendo mais sobre como dosear o seu uso de forma a permitir um uso mais prolongado.

Há novos medicamentos opióides sintéticos que parecem ter menor risco de criação de dependência, sendo ainda assim bastante potentes

A neurocirurgia tem ainda o seu papel, com algumas técnicas de corte de nervos específicos.

Há uma aposta importante no aconselhamento e acompanhamento psicológico dos doentes com dores crónicas de forma a diminuir a ansiedade e o stress associados à dor, e que têm efeito multiplicador, de todo a evitar.

O recurso a algumas abordagens alternativas, como o biofeedback, a acupunctura, as técnicas de relaxamento, mesmo que nem sempre cientificamente comprovadas de forma cabal, mas desde que estejam a produzir bons efeitos no doente, têm sido aceites.

Há sobretudo uma nova atitude de não dizer ao doente que suporte a dor, como se fosse essa a sua "obrigação" de doente, mas antes de procurar para cada um a melhor solução para resolver o problema.

Projecto Dor

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